Mais Celta "Nova Geração"


Fim de semana de torra-torra do Celta antigo em todo o país, e o Celta “Nova Geração” (dureza, mas é assim que a GM o está chamando) deu as caras, com direito ao “mis-en-scéne” tradicional dos grandes lançamentos, cabine fechada, acesso restrito e tudo mais.

À primeira vista, já se nota que a plástica fez efeito: As fotos não fazem jus ao quanto o carro melhorou. Os faróis têm um desenho até refinado para a categoria, a grade “à la Vectra” é bem interessante, embora o efeito melhore ou com para-choque preto ou com os apliques escuros exclusivos da versão Super (Iguais aos da projeção-sugestão do Rafa, publicada aqui no AutoDiário… mal começamos e já estamos influenciando o mercado). Se a GM não lançar como acessório uma capa cromada para a barra central da grade, o que deve deixá-la ainda mais parecida com a do Vectra, quem o fizer vai embolsar uma boa grana.


A traseira também é muito melhor ao vivo, a proporção é acertada, o vinco que a percorre como prolongamento da linha de cintura é uma boa sacada de design e até as lanternas, que não prometem muito nas fotos, são interessantes.

No interior, no entanto, é que está a grande evolução: O design “pós-Chevette” do painel da geração anterior dá lugar a uma peça (ainda única) com maior variação de volumes e alturas, que diminui muito a sensação de pobreza que existia ao entrar no modelo antigo. Os mostradores (com conta-giros desde a versão básica, uma evolução) são os mesmos usados no Classic, de fácil leitura. O único senão fica para a simplicidade do módulo central, que abriga comandos de ventilação e som, que continua com um desenho bastante simplório, embora sem comprometer o conjunto. Saídas de ventilação foram aproveitadas do modelo anterior. Destaque para a significativa melhora no desenho do painéis das portas e nicho para alto-falantes, provando que nem tudo que é barato precisa ser feio.


Quanto ao acabamento em geral, sem surpresas: o carro continua austero nesse quesito, sem se destacar dos demais do segmento. Plásticos duros e com rebarbas e tecidos ásperos ao toque continuam lá, nada de novo. Nota triste para a pintura dos para-choques do carro que vimos (da versão Spirit), em tom completamente diferente da carroceria, denotando certa pressa em acabar os carros para o pré-lançamento.

As versões são as já conhecidas Life, Spirit e Super. Principais mudanças: A versão Super agora conta com bem-vindas rodas de aro 14, de aço com calotas ou opcionais em liga. Spirit e Super podem agora vir com direção hidráulica de fábrica. Spirit, ou só com ar condicionado ou só com direção hidráulica, o que deve empurrar os interessados em um carro mais completo para a versão Super.


Aguardemos a tabela de preços, embora a GM tenha divulgado que ela não deve se alterar significativamente. Esperamos valores competitivos para carros mais básicos, enquanto os carros mais equipados (versão super com motores 1.0 e 1.4) devem começar a invadir, em preço, território de opções bem mais modernas e interessantes, como Peugeot 206 Sensation 1.4, por exemplo. Ainda assim, o novo Celta tem tudo para se sair bem, e não será surpresa se houver uma “virada” nas primeiras posições do nosso ranking de vendas nos próximos meses.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: