VW traz sedã Jetta em setembro

Jetta: Belo, moderno e potente, o VW chega do México para agitar ainda mais o segmento dos sedãs médios.
O segmento mais agitado de nosso mercado está prestes a ganhar mais um concorrente: a Volkswagen prepara a importação do sedã Jetta, que virá do México a partir de setembro. Com isso, irão alinhar-se lado a lado nos revendedores da marca duas gerações do mesmo carro, já que seu antecessor, o Bora (que também se chamou Jetta na América do Norte), continua a ser produzido e importado do mesmo país e concorre, no Brasil, em uma faixa de preço inferior (com bons resultados, diga-se de passagem).

O Jetta (ou Vento, como é chamado na Argentina, onde já é vendido) utiliza a mesma plataforma da quinta geração do Golf e sempre foi, historicamente, o modelo mais vendido da Volkswagen nos Estados Unidos e Canadá. A nova geração vem recebendo muitos elogios da imprensa especializada naqueles países, onde também se destaca pela excelente relação custo-benefício, frente a modelos americanos e japoneses. Como vantagem em relação a estes, oferece o status de um modelo alemão (objeto de desejo de muitos norte-americanos, mas nem sempre acessível) como forte argumento de venda, a um preço bastante competitivo naqueles mercados. Na europa, o Jetta chega a disputar mercado com versões de entrada de Mercedes Classe C, BMW Série 3 e o “prata da casa” Audi A4.

Já aqui, a história deverá ser outra: O Jetta deverá chegar à rede de concessionárias custando cerca de R$ 90.000, o que o coloca acima da faixa de preço de modelos com os quais pretende disputar mercado, como New Civic (Completo por menos de R$ 80.000) e Vectra Elite (também completo, por cerca de R$ 84.000). Oferece, em troca, um interessante propulsor de 5 cilindros “em linha” (na verdade um “V5”, com dois cilindros em uma bancada e três em outra, com estreitíssimo ângulo de 15 graus entre as duas), de 2,5 litros, gerando 150 cavalos. Versões com motorização menor (não produzidas no México) e a apimentada variante esportiva GLI, com motor 2.0 4 cilindros turbo de 200cv estão descartadas, pelo menos por enquanto.

Fica a dúvida: Como explicar para o potencial comprador que um VW Passat, com motor 2.0 4 cilindros e 150cv custa em torno de R$ 125 mil enquanto o novo modelo, com potência equivalente e dirigibilidade certamente melhor (pelo menor peso do carro e maior torque do motor 5 cilindros) sai da loja por cerca de R$ 35 mil a menos? É o suficiente para ir para casa muito bem servido em matéria de sedã, com um modelo moderno e potente, e ainda levar, de “bônus”, o primeiro carro da filha, ou um hatch pequeno para os dias de rodízio… é de se pensar.

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