MINI: Vem aí a nova geração

” The devil is in the details”… poucas vezes o ditado foi tão verdadeiro.
Aguardada com expectativa em todo o mundo, está marcada para outubro, em Barcelona (Espanha), a apresentação da segunda geração do MINI, um dos carros mais populares e carismáticos da atualidade.

Cinco anos, mais de 800 mil unidades vendidas, muitos fã-clubes e monumentais encontros internacionais de proprietários depois, é de se perguntar o que fazer para melhorar o endiabrado hatchzinho, sucesso comercial absoluto que agrada a gregos e troianos (europeus e americanos, leia-se) com doses massivas de personalidade, estilo, comportamento dinâmico exemplar e temperamento nervoso. Em uma curiosa estratégia de lançamento, parte da resposta foi dada pelo grupo BMW recentemente em uma pré-apresentação da nova geração do MINI, no circuito holandês de Zandvoort. O AutoDiário, ainda um “outsider” da imprensa automotiva, não esteve presente, mas traz as novidades para você.

Essência do modelo foi mantida; novidades se concentram na parte mecânica.

Pelas fotos dos modelos semi-camuflados (tanto externa quanto internamente) presentes ao evento, nota-se que o esforço para se manter o caráter do carrinho, seu principal argumento de vendas, foi grande. Embora plataforma e estrutura principal tenham sido aproveitadas, a BMW garante: trata-se de um novo carro. Um segundo olhar revela as diferenças, mesmo sob a camuflagem: Novos faróis (não mais integrados ao capô, facilitando a montagem e reduzindo custos), nova grade frontal e para-choques dianteiro e traseiro, novas lanternas traseiras e arcos de roda mais pronunciados. No total, o novo MINI é 7 cm mais longo que o atual, a maioria deles na parte dianteira, para atender novas normas de segurança européias e acomodar os novos motores. Também houve um pequeno acréscimo no espaço no porta-malas. As dimensões da cabine foram mantidas.

Onde estão os faróis? agora, montados na carroceria, embora o capô continue a ter o mesmo formato.

As diferenças principais estão por baixo da carroceria, em especial sob o capô: Saem os motores de 1,6 litro de origem Chrysler, fabricados pela joint-venture Tritec no Paraná, e entram em cena novos motores, também 1.6, com bloco em alumínio, duplo comando de válvulas variável (o conhecido sistema Valvetronic da marca bávara) e quatro válvulas por cilindro. Contam com o que há de mais moderno em tecnologia de motores a gasolina, como a injeção direta, e foram desenvolvidos em conjunto com o grupo PSA (Peugeot-Citroën). Em versão aspirada, a equipar a versão Cooper, desenvolve 120 cv e torque máximo de 16,3 kgf.m a 4.250 rpm. Ao contrário do compressor volumétrico da versão atual, o novo Mini Cooper S receberá uma versão turbocomprimida deste motor, capaz de 175 cv de portência e respeitáveis 24,4 kgf.m de torque, disponíveis a apenas 1.600 rpm. Os novos motores são entre 10 e 15 kg mais leves do que os anteriores e a economia de combustível deve melhorar, em relação a estes, cerca de 30%. Opcionalmente, o Cooper S poderá receber diferencial de deslizamento limitado. O câmbio terá 6 marchas, tanto na versão manual quanto na automática com opção de operação em modo esportivo. A atual opção de câmbio CVT será descontinuada.

No interior, camuflado, design também inspirado e substancial melhora no acabamento.

No interior do novo MINI, o DNA da BMW está mais presente do que nunca: O esmero nos detalhes e a impressionante precisão de montagem e qualidade dos materiais são visivelmente superiores em relação ao modelo atual, que foi parcialmente desenvolvido pelo grupo Rover, na Inglaterra. O novo painel, também camulfado nos modelos da pré-apresentação, foi desenhado ainda dentro da temática dos círculos como o atual, com um grande instrumento central incluindo velocímetro e luzes-espia, que agregará tambem o visor da navegação por satélite (equipamento já corriqueiro no velho continente), e com o conta-giros sobre o volante, agora mais integrado ao design do painel. Nas clínicas realizadas com atuais proprietários, o design do carro foi um dos itens mais elogiados, tanto interna quanto externamente, o que levou a BMW a ser bastante cuidadosa ao fazer o “upgrade” do modelo, razão pela qual a grande mudança no interior do carro será mesmo nos detalhes, na qualidade dos materiais e precisão de montagem.

Show de design até na chave…

Além dos ariscos Cooper e Cooper S, os primeiros a chegar ao mercado, a linha terá ainda a versão One, com motores a gasolina e a diesel mais comportados e altamente econômicos, segundo a fábrica. Nada por enquanto foi dito sobre a nova versão e que alterações sofrerá o belíssimo MINI Cabrio. Aqueles que desejarem mais espaço, no entanto, devem ter, a médio prazo, a opção da perua MINI Traveller, aguardada com bastante curiosidade e cujos protótipos já foram fotografados.

Definitivamente, em time que está ganhando, se mexe, sim. Mas com cuidado, para não desagradar a torcida, nesse caso, das mais apaixonadas. Resta a esperança de que a BMW finalmente traga o pequeno MINI oficialmente para o Brasil, como já faz nos vizinhos Argentina e Chile. Assim como o carro, os charmosos e modernos pontos de venda da marca MINI são um espetáculo à parte, assim como o extenso catálogo de acessórios da griffe MINI, tanto para o carro como para proprietários ou, simplesmente, para os fãs do pequeno notável. Aguardemos…

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2 Respostas to “MINI: Vem aí a nova geração”

  1. delza souza dorea dos anjos Says:

    quero receber mais informações sobre o mini carro

  2. delza souza dorea dos anjos Says:

    mais informações sobre o nini carro

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