Chevrolet Prisma começa a aparecer

Ao menos no esboço, personalidade não falta ao pequeno familiar…

A despeito do esforço da imprensa em flagar protótipos de um dos lançamentos mais esperados do ano, a GM divulgou hoje a primeira imagem que dá uma pista de como será o visual de seu novo modelo. É um dos esboços vindos do departamento de design da montadora que inspiraram o desenho do Prisma, o sedã compacto derivado do Celta, a ser lançado ainda esse ano, provavelmente no Salão do Automóvel, em Outubro.
Embora o desenho das lanternas guarde alguma semelhança com o “flagship” da marca, o Vectra, a traseira do modelo mostra personalidade e acerto no desenho e proporção dos volumes. Sabemos que os esboços feitos a sentimento pelos designers não raro destacam, através da despropoção, alguma qualidade que se deseja salientar no produto representado. Ainda assim, a promessa é de um conjunto harmonioso, que deve cair no gosto do público alvo do modelo.
Juntamente com a divulgação da imagem, a montadora reforçou que o modelo será lançado somente com motorização de 1,4 litro, flexível em combustível a partir de seu lançamento. Verdade ou não, a intenção é clara: Evitar o encalhe do longevo – mas bem-sucedido – Classic, ao qual caberia a função de modelo “de entrada” entre os sedãs da marca, cabendo ao Prisma um lugar de maior destaque no catálogo de modelos, a competir com concorrentes mais modernos como Clio Sedã, Fiesta Sedã e Siena (cuja quarta geração deve também estrear no salão), uma vez que o mal-fadado Corsa Sedã jamais obteve sucesso nesta missão. À medida que o Prisma se popularizasse, a substituição do Classic por uma versão de entrada do novo sedã com motorização 1.0 seria plenamente razoável em termos de mercado (Aqui na redação do AD, no entanto, sedãs com motor 1,0 litro não desfrutam lá de muito prestígio…).
Concluindo, coloquemos os pingos nos “is”: O Prisma, a bem da verdade, utiliza (assim como o hatch que lhe dará origem) a mesma plataforma do Classic, ou seja, a do Corsa que desembarcou no Brasil em 1994. A estratégia é curiosa mas, em se tratando da GM, tem sido eficiente: Vender um modelo como sendo de um segmento superior ao qual realmente pertence é o forte do pessoal de São Caetano do Sul… Deu certo com a Zafira, com a Meriva e com o Vectra… ninguém duvida que dará certo com o Prisma. A despeito do DNA vindo diretamente dos anos 90, o Celta, em sua geração atual, possui inegáveis virtudes, às quais certamente formam a base para se produzir um bom sedã compacto. Veremos como o Prisma se sai contra concorrentes mais modernos e – onde o bicho realmente pega nesse segmento – mais espaçosos.
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