Nipo-franceses invadem o Louvre

Na última sexta, o grupo PSA apresentou as primeiras imagens e informações oficiais dos seus novos utilitários-esportivos, um mercado novo para as duas marcas. O Citroën C-Crosser e o Peugeot 4007 são as apostas das duas marcas num segmento que cresce a cada dia, mesmo na tradicional Europa. Os carros foram desenvolvidos em conjunto com a nova geração do Mitsubishi Airtrek (foto acima), precursor dessa categoria e atualmente o crossover mais vendido no mundo. Os modelos medem 4,64 metros de comprimento, 1,81 de altura e têm soluções práticas, como os dois lugares extras no porta-malas, que se escondem no assoalho quando não são usados (como na Zafira), e a tampa traseira que se abre em duas partes. Tudo sempre igual no trio…

Na frente, cada um seguiu as linhas características de sua marca. O resultado é um design bem agressivo

O que não se esperava é que os carros ficassem tão iguais no design também: apenas a frente muda radicalmente nos três modelos, sendo a lateral idêntica, assim como a traseira, salvo por detalhes como a lente das lanternas e os logotipos. No caso da frente, a Mitsubishi optou pela simplicidade nas linhas, como sempre fez, deixando a área bem limpa, mas que não deixa de ser agressiva. Toda essa agressividade, porém, some quando ele é posto perto dos irmãos franceses. O 4007 e o C-Crosser usam de todas as exóticas linhas francesas pra gerar a maior agressividade possível, cada um com seu design distinto, seguindo a escola de sua marca. O resultado são linhas que não agradam a todos, mas que não negam o lado esportivo e off-road dos carros. O grupo não revelou detalhes ou imagens do interior, mas espera-se que sejam tão distintos como as frentes, pelo menos dos franceses em relação ao Airtrek.

Na traseira, fica clara a falta de criatividade dos projetistas

Quanto a motorização, os carros usam o 2.2 HDi (diesel), de 156cv e 39kgfm de torque, um motor consagrado na Europa e que já equipa modelos como C5 e 407 (o Airtrek, porém, usará naquelas terras um motor de origem VW, próximo dos 140cv). O câmbio é manual, de seis marchas, podendo-se optar por um automático com trocas seqüenciais, algo semelhante ao usado no nosso 307. A tração, selecionada automaticamente, pode ser 4×2, 4×4 ou 4×4 com bloqueio de diferencial, e as suspensões usam os consagrados sistemas McPherson na frente e multibraço na traseira.

O primogênito, Airtrek: a traseira comum no trio, e o interior do modelo. Espera-se algo diferente da PSA nessa área

As vendas da dupla começam em meados do ano que vem, na Europa. Se um dia chegarão ao Brasil? É realmente uma incógnita difícil de ser respondida tão agora. A parte mais crítica seria rivalizar com o próprio irmão… Com importação confirmada para o próximo ano, o Airtrek chegará possivelmente com um motor 3.0 V6, e câmbio automático de seis marchas, por um preço não muito mais alto do que o praticado hoje pela atual geração. Se depender do sucesso que o modelo nipônico faz por aqui e do seu público fiel à marca, sem contar a total falta de tradição das marcas francesas nesse ramo, são poucas as chances de sucesso do 4007 e do C-Crosser por aqui. A Citroën, porém, com sua ousada proposta de modelos importados a preços competitivos, parece dizer o oposto. Depois do C4 Picasso e do C6, o C-Crosser pode ser uma proposta interessante pra alargar a gama do fabricante. E onde uma vai…

Texto: Adriano Vieira

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