Curtas 15ª Edição

O perfeitinho da turma, se embriagando… A Honda começou a vender o Civic que toma álcool oficialmente. Batizada unicamente de FLEX, a versão já está nas concessionárias (‘sic’, descontando-se a espera pelo modelo) e deverá responder por 1/3 das vendas do carro, tendo aumento ou diminuição dessa parcela de acordo com a demanda. A versão flex gera 138cv com gasolina e 140 com álcool. O carro ainda traz injetores de combustível específicos e variáveis, além do tanquinho de partida a frio completamente separado do motor. Esse compatimento, para uso exclusivo de gasolina, é completamente isolado das partes quentes ou de qualquer fonte de calor da unidade motriz do carro. Apesar dos sistemas atuais, que ficam literalmente dentro do compartimento do motor, não serem “inseguros”, a grande preocupação da Honda fez com que o tanquinho ganhasse até um bocal externo e exclusivo, no pára-lama direito do carro. Os preços não foram alterados. O próximo será o Fit, em dezembro.

Um Eco mais Urb A Ford apresenta hoje o EcoSport automático. Exclusivo do motor Duratec 2.0, o câmbio é o mesmo que equipa o Focus, com 3 marchas mais overdrive. A potência é de 138cv (140 no hatch médio), e o torque, 18,3kgfm, que garantem uma boa agilidade ao utilitário. A versão automática estará a venda oficialmente em dezembro, com preços que partem de R$60.860, no acabamento XLS, passando pelos R$64.480 cobrados pela XLT e chegando nos R$65.600 na versão 4WD. É interessante destacar que, promoção ou não, os preços cobrados são exatamente os mesmos praticados nas versões com caixa mecânica. Além do câmbio, a novidade fica também por conta do aumento do tanque de combustível, de 45 para 54 litros nas versões 4×2 (a 4×4 mantém seu exclusivo tanque de 50 litros). Com as versões automáticas, há muito desejada pelos donos do utilitário, a Ford pretende atacar os consumidores de sedans médios, além de Fit, Idea e Meriva, que disputam uma faixa de preço ligeiramente mais baixa, mas com clientes num mesmo foco.

Alma japonesa, sangue europeu A Toyota apresentou a primeira foto da versão sedan do Corolla, exclusivo para o mercado europeu. O modelo é o mesmo Axio japonês, com modificações na frente e traseira, porém, que ficaram bem mais agressivas. A frente segue o estilo Camry, com linhas classudas e modernas, pára-choques com entradas de ar vincadas que lembram alguns Lexus e traseira com lanternas mais horizontais. A marca não deu mais detalhes, mas espera-se que a parte técnica seja a mesma do Axio, enquanto os motores serão dois a gasolina e dois a diesel, e o câmbio, manual, automático ou CVT. A apresentação deverá ser feita no segundo trimestre do ano que vem, pouco depois do Corolla hatch, lá chamado de Auris.

“Tacaram água” no Fire A alegria da Fiat durou pouco. Dois meses depois do Palio ficar em primeiro lugar em vendas, o carro voltou a amargar a segunda posição no ranking. O Gol vendeu 423 carros a mais nessa quinzena, diferença que deve aumentar até o final do mês. O Palio estava vendendo bem devido ao lançamento da versão Fire reestilizada, e da compra de muitas unidades por frotistas. Agora tudo retoma ao “normal”. Algo similiar aconteceu em 2001, pouco depois da primeira reestilização do carrinho italiano, que conseguiu passar o Gol por… exatos dois meses. O destaque do mês fica novamente com o Polo, que vendeu em quinze dias o equivalente a média de 2 meses deste ano. A reestilização fez bem ao modelo germano. Destaque também ao importado mais vendido (descontando-se Mercosul/México), Tucson, que mesmo pagando 35% do imposto de importação, emplacou 221 unidades nessa quinzena, vendendo 4 vezes mais que a idosa Blazer, nacional e mais barata.

Um pouco sobre a nova gigante A China está andando sobre quatro rodas. E Pequim é o motor e o volante disso. Com o sucesso do último Salão nessa cidade, vale se espantar com alguns números estrondosos sobre os chineses e seu mercado automobilístico. De janeiro a setembro foram vendidos cerca de 5,17 milhões de carros por lá. Estima-se que até o final do ano o número chegue a 6,80 milhões, desbancando o Japão do segundo lugar em vendas internas. Projeções ainda revelam que, se tudo continuar nesse ritmo de crescimento (o que é esperado), entre 2015 e 2020 a China se firmará como o maior produtor de carros no mundo, passando os EUA. O mercado é tão grande que até em segmentos de alto luxo os chineses começam a ditar as regras. Por mais que essa categoria detenha menos de 1% das vendas no país, sempre será um mercado maior que dos EUA ou Europa. Por causa disso, modelos exclusivos já começam a ser vendidos lá. Depois do conhecido A6 L, agora já estão disponíveis os novos Série 5 Long e Cadillac SLS, versão alongada do já abanheirado STS. Coisa pra se arregalar os olhos…

Dando um tapa no sapão Olhe bem a foto acima. Não dá pra ver muita coisa, mas é o que a Porsche deseja. Ela quer mesmo é que passemos vontade. Esses carros são os novos Cayenne, com uma leve reestilização frontal e traseira. Os faróis mantém o estilo atual, porém ficam mais finos, enquanto as entradas de ar ficam menores, menos agressivas e em maior quantidade. A versão de topo, Turbo S, ainda acrescenta mais entradas de ar sobre o capô e lanternas por LEDs, no pára-choque. O interior deverá receber meros retoques, enquanto a maior novidade em motorização deverá ser a troca do atual 3.2 V6, na versão de entrada, pelo 3.6 V6 de 280cv, usado também no Audi Q7. Lançamento marcado pra janeiro, em Detroit.

Texto: Adriano Vieira

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