Archive for dezembro \31\UTC 2006

Punto, por um 2007 melhor

dezembro 31, 2006


Ele está cada dia mais próximo. Mais uma vez flagramos, com a ajuda do incansável Marlos Ney Vidal, o Punto Hatch, que chegará no mercado até o primeiro semestre deste ano.

Desta vez a grande novidade são as fotos do interior, que se revela similar ao do modelo europeu. Não deverão faltar no brasileiro, também, os bons equipamentos de conforto e segurança, mesmo que aqui cheguem como opcionais.

Já sabemos dos detalhes desde a última postagem sobre o modelo. Clique aqui para saber mais.

Texto: Guilherme Lopes

Nós, da equipe AutoDiário, desejamos um Feliz Ano Novo a todos os leitores, e que, em 2007 todos nós entremos com o pé direito – no pessoal, no profissional e nas máquinas!






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Rejuvenescendo a Víbora

dezembro 28, 2006
As primeiras fotos da linha 2008 do Viper SRT-10 chegaram à internet. O modelo, que será apresentado oficialmente mês que vem, no Salão de Detroit, com vendas iniciadas em meados de 2007, passou por uma pequena modificação estética, tanto na versão cupê, como na conversível.

Visualmente, a maior modificação situa-se no capô, que recebeu três grandes entradas de ar de cada lado, em substituição às 10 pequenas que há no modelo atual, além das rodas (18 pelogadas na frente, 19 atrás), que ganharam desenho mais agressivo. Faróis, pára-choques, lateral e traseira continuam as mesmas.
Aqui, vc só vai notar alguma mudança se olhar no capô: são três grandes entradas de cada lado
A maior mudança da linha 2008, porém, fica no cofre do motor. O propulsor atual, um V10 de 8.3 litros, foi substituido por um de mesmo número de cilindros, mas com um pequeno aumento de capacidade cúbica, chegando aos 8.4 litros. A potência chega aos 600 cavalos, em comparação aos 510 do modelo atual, enquanto o torque cresceu de 74 para 77,4kgfm, de acordo com o site da montadora. É interessante destacar que, apesar de não parecer, trata-se de um motor de nova-geração, desenvolvido pela McLaren Performance Tecnologies, em conjunto com a divisão esportiva da Dodge, a SRT (Sport and Race Technologies).
O “novo coração da criança”: um V10 de 8.4 litros, com 600 cavalos
A transmissão também foi substituída. No lugar da atual T56, a nova caixa (TR6060) se destaca pelo maior ganho de torque, mantendo a suavidade e os encaixes pefeitos da alavanca. São seis marchas a disposição do motorista. E para parar tudo isso, o modelo vem de fábrica com freios Brembo de 14 pelogadas, com discos perfurados, ABS e EBD.
Falando em segurança, o esportivo traz controle de tração e estabilidade (desligáveis, o que deixa o carro quase incontrolável), airbags de multiplo estágio com detector de presença e peso dos passageiros, pré-tensor dos cintos e controle automático de pressão dos pneus.
O interior, quase sem modificações, não esconde a origem Chrysler, mas entrega tudo o que espera-se num carro desse nível e preço
As cores disponíveis são vermelho, verde, azul, roxo e laranja. Já as listras, opcionais, podem ser vermelhas, azuis, brancas, prata, cinza ou pretas. O preço não deverá ser muito mais alto que o (já inacessível) atual: US$ 85.750, equivalente a uma Classe S550 2007 ou uma BMW M5. A Dodge não disponibiliza o modelo em terras brasileiras, mas ele pode facilmente ser trazido por importadoras independentes, pela bagatela de pouco mais de 600mil reais. Aconselhamos pegar o conversível, porque, pra quem tem esse dinheiro, o céu é o limite.
Texto: Adriano Vieira

Uma bela surpresa de Natal

dezembro 24, 2006
Não, isso não é uma miragem. Você realmente está vendo a nova geração da Frontier (chamada em alguns mercados de Navara) com placas brasileiras. Sim, ela está entre nós. E o melhor: já está a venda. Como um presente de Natal, nesse dia 24, a Nissan surpreende os brasileiros com o início da venda da nova geração de sua picape média, trazida da Espanha. Denominada pela marca como “Frontier Limited Edition”, faz parte da estratégia da marca em atacar vários níveis distintos de mercado. Nesse caso, a Nissan tenta fisgar as pessoas a fim de gastar 130mil reais – mais precisamente, R$129.765, ou 30mil a mais que a Frontier nacional mais cara – na picape mais luxuosa e recheada de mimos que nosso país já viu, incluindo aí a grandalhona Dodge Ram.

Entre os equipamentos de série, ela traz bancos em couro com aquecimento, ar-condicionado com duas zonas de temperatura, airbags frontais, laterais e de cabeça, piloto automático, freios ABS com BAS, CD-changer com controles no volante, entre outros. Opcionalmente, ainda pode ser equipada com sensor de chuva, rodas de 17 polegadas e barras no teto.

Seguindo o design dos novos Nissan, a picape surpreende pelo porte das suas linhas vincadas

O que empurra esses equipamentos todos é um common-rail diesel, com turbo e intercooler, de 2.5 litros, 174 cavalos e 41kgfm de torque. O câmbio é automático, e a tração, 4×4 acionada por botão no painel. O única configuração escolhida para o Brasil é a cabine dupla.

No design, ela é a cara da Pathfinder, literalmente. A nova picape segue o estilo exterior e interior dos novos Nissan, com contornos vincados, quadrados e parrudos. Mais espaçosa que uma Hilux, ainda traz, de quebra, número de porta-obejtos digno de minivans, no console, portas e até debaixo dos bancos, vários porta-copos e um porta-óculos.

Aqui, dificilmente alguém se sentirá numa picape. O conforto é de sedan, o espaço e vários porta-objetos, de minivan. O requinte e equipamentos surpreendem.

A “série” é limitada a 200 unidades, e serve para a Nissan testar a receptividade do nosso mercado de picapes luxuosas. Se o estoque se esgotar rapidamente, porém, são grandes as chances da picape vir a ser importada normalmente. Melhor, ela será feita no Brasil em 2008, oferecendo motores menos potentes, menos equipamentos e mais configurações de acabamentos, para se tornar acessível a uma parcela maior dos amantes de picapes. Ainda, a Nissan deixa bem claro, desde já, que a nova geração da Frontier não mata a atual, que continuará sendo feita exatamente como é oferecida hoje.

Texto: Adriano Vieira

Nesse dia 24, todos nós da equipe AutoDiário desejamos um Feliz Natal a todos os leitores de nosso site, uma ceia farta, e, claro, um belo carrão na garagem!

E o tempo fechou para a Seat

dezembro 22, 2006
Os “europeus de sangue quente” estão no vermelho. Literalmente. A sub-marca esportiva da Volkswagen não está esperando um próspero 2007. Há três anos ela vem amargando uma queda anual de 10% em vendas e lucro. Em 2005, a marca espanhola registrou 5,27 milhões de euros em unidades vendidas, uma das piores marcas registradas, e ano que vem deverá fabricar 410.000 veículos – um dos números mais baixos de sua história – numa fábrica que tem capacidade de fazer mais de 550.000 unidades anuais.
Ainda, a Volkswagen AG cancelou o projeto de um pequeno citadino, situado abaixo do Ibiza, que seria desenvolvido e vendido até o final do ano que vem. O modelo, de grande volume, ajudaria a marca a aumentar expressivamente as vendas, e faria a fábrica de Barcelona chegar mais perto da capacidade máxima, mas os executivos não acharam conveniente e lucrativo desenvolvê-lo agora, e o projeto foi engavetado.
O hatch Leon, promessa da Seat no nosso país desde seu lançamento mundial:
se sua venda aqui era dúvida, agora é certeza. Ele não vem.
Andreas Schleeg, ex-presidente da marca, passou seu posto a Erich Schmitt, que entrou na companhia com o claro objetivo de aumentar a vendas e recuperar o prestígio e vendas da marca. Apesar dos claros esforços, a planta espanhola está trabalhando somente em dois turnos, diurno e noturno, já que o período vespertino foi cancelado devido a baixa produtividade. O período noturno ainda teve de ser negociado com o sindicato dos trabalhadores, pois também era ameaçado de cessar produção.
No Brasil, a Seat deixou de vender carros (na prática) em 2001, e desde 2002 promete voltar ao país. Naquela época cogitava-se trocar os pequenos Ibiza e Cordoba (que vendiam relativamente bem) pelos maiores e mais caros Leon e Toledo, já que a absurda desvalorização do real deixava inviável trazer modelos pequenos e baratos. Os carros chegaram até a ser exibidos no Salão do Automóvel, fato que se repetiu dois anos depois somente com o Leon, já em nova geração (a atual). Apesar das promessas, é clara a certeza de que muito dificilmente a Seat voltará a vender carros no nosso país. Ainda mais na atual situação.

Texto: Adriano Vieira

Velocidade mínima

dezembro 9, 2006
Eu sou um dos que defendem o respeito à velocidade máxima permitida, embora ache que elas deveriam ser maiores. Em estradas como a rodovia Castello Branco, Bandeirantes e, principalmente, a Imigrantes, os carros atuais têm condições de andar bem mais do que é permitido.
Mas eu também acho que o que mais atrapalha não são os que excedem, mas sim os “tranca rua”. Ando diariamente pela rodovia Raposo Tavares e Marginal Tietê pela pista expressa. As duas têm limite de 90 km/h, mas o que mais tem, é gente andando a 60, 70. Aí você pede passagem e o lerdo ainda fica bravo. Haja paciência!
Fora os cautelosos em excesso que andam a 80 e quando chegam em uma curva, mete o pé no freio. Ou pior, quando vê um radar, apela para o pedal do meio, mesmo que estejam abaixo da velocidade máxima. É isso que causa acidente.
Então, acho o seguinte: os radares deveriam multar quem está abaixo de 10% da velocidade máxima na faixa da esquerda. Quer andar lá, ande direito. Na faixa do meio pode ser uns 25% e a faixa da direita fica livre. Então na Marginal Tietê, andou a 80 na faixa da esquerda, multa de R$ 500 para ficar esperto.Se sua Kombi ou 147 não passam disso, fiquem em sua faixa à direita e não encham o saco! Vias expressas não são para fazer turismo.

fernando.vonduff@autodiario.com.br

Von Duff é jornalista aposentado, fazendeiro, vendedor de queijos e salames caseiros. Freqüenta as melhores casas atrás do Cristo, em Araraquara, mas torce para o São Carlense

Novo Punto flagrado pelo AutoDiário

dezembro 4, 2006
O Punto está cada vez mais perto. O carro responsável por tirar a Fiat da falência na Europa deverá estar entre nós até junho no máximo, pouco depois do lançamento da família Palio remodelada. Por causa disso, os modelos têm sido têm sido testados nas proximidades da fábrica mineira, como mostram essas fotos tiradas pelo fotógrafo Marlos Ney Vidal. Inclusive vê-se o modelo cada vez menos disfarçado. Se antes ele andava dentro de um caixote cheio de peças adaptadas de outros Fiats, agora é clara a percepção de que se trata do novo premium da Fiat (lá fora chamado de Grande Punto).

O carro estará encaixado acima do Palio e abaixo do Stilo, inserido principalmente na faixa dos 40 a 50mil reais, onde a Fiat é representada hoje, efetivamente, só pelo Palio Adventure e pelo Idea. Por sinal, a plataforma é a mesma desta minivan, que ainda servirá à futura versão sedã, Línea. Serão 4,03 metros de comprimento, 20cm maior que o C3 e Fit, e 14 maior que o Polo, seus concorrentes mais diretos. Será, de longe, o maior compacto premium do país. O entre-eixos mede 2,51m, um dos maiores da categoria também, o que garante excelente espaço para os passageiros. A Fiat garante perfeita acomodação nos bancos da frente para pessoas de até 2 metros de altura, e até 1,8 nos bancos traseiros. O carro ainda carrega 275 litros de bagagem, pouco, mas dentro da média do segmento.

Na parte de design, o modelo seguirá fielmente o design europeu, com linhas que remetem aos Maserati e Alfa Romeo. No interior, deve-se manter também a igualdade ao modelo italiano, pelo menos no design, já que a clássica área de redução de custos diminuirá consideravelmente a qualidade dos plásticos e tecidos. Com relação aos equipamentos, a Fiat vai surpreender, oferecendo equipamentos pouco comuns na categoria, como já é de costume. Deve-se esperar, como opcionais, ar condicionado com controle eletrônico de temperatura, 4 airbags, rodas de 15 ou 16”, bluetooth, sensores de estacionamento, luz e chuva, e até mesmo o SkyDome da Idea.

Já na área mecânica, além do conhecido 1.4 flex do Palio, o Punto trará os novos e exclusivos motores 1.8, de oito e dezesseis válvulas, com potências entre 120 e 140 cavalos. Esse último, inicialmente exclusivo ao Linea, deverá equipar um provável Punto Abarth. Ainda, é certo a introdução da caixa automatizada DFN, usada por quase todos os Fiats na Europa, e há muito testada pela montadora em nossas terras.

O sucesso do Punto no país é quase certo, como ocorreu na Europa. Mas a concorrência não deixará barato. Logo no início do ano teremos o Fiesta com novo design e acabamento muito superior ao atual, um Corsa também reestilizado, e um C3 com retoques na grade e pára-choque. Em 2008, ainda virá o 207, com design idêntico ao europeu, e dimensões parecidas com as do “grande pequeno” da Fiat. A categoria promete. E nós agradecemos.

Sobre as fotos

Por motivos excepcionais, tivemos de tirá-las do Ar. Mas já temos novas fotos, para a próxima semana. Agradecemos a compreensão.

Texto: Adriano Vieira
Fotos: Marlos Ney Vidal

Novo Fiesta 2008

dezembro 1, 2006

Os novos Fiesta já estão saindo a campo, para os testes finais necessários após uma levíssima intervenção. A maior modificação, pelo que se vê nas fotos, envolverá somente a dianteira do modelo, que ganhará nossos faróis, iguais aos adotados no Conceito Trail, exposto no último salão do Automóvel. A grade também terá o mesmo desenho e disposição.

Na traseira, tanto a do Sedan quanto a do Hatch, não deve haver alterações. Mesmo que nas fotos haja alguma camuflagem nesta seção do hatchback, a expectativa é que mude, no máximo, a disposição das luzes. Não é esperada uma lanterna como a do modelo europeu, com elementos circulares.

A grande dúvida fica em relação ao interior. No último Salão de Curitiba, onde o conceito esteve recentemente exposto o painel estava inteiramente coberto. Já é certa a mudança dos mostradores, que adotarão um design mais sofisticado. A maior dúvida é se o modelo adotará plásticos mais agradáveis, por conta de um novo posicionamento a ser adotado pela Ford para o modelo, já que o novo compacto da companhia chega até 2008, e ocupará o espaço de popular de entrada.

Sobre esta remodelação do Fiesta, deverá chegar ao mercado até julho do próximo ano, quando o modelo já terá cinco anos no mercado nacional.

Texto: Guilherme Lopes
Fotos-espia: Lehmann Photo-Syndication
Fotos Salão: Vinícius M. B. Silva