O pequeno grande Renault

Não é segredo pra ninguém aqui na equipe que o Twingo é a paixão declarada de Adriano e Matheus. Os dois babam quando vêem aquela azeitona minúscula andando pelo trânsito, e ficam horas trocando fotos e informações sobre carro. Com a missão de escrever sobre a nova geração do compacto, que será apresentado no Salão de Genebra e vendido até o meio do ano, sabíamos que os dois iam disputar a tapas e murros quem iria escrever sobre o novo compacto francês. E como o AutoDiário não queria derramamento de sangue (nem perder dois dos melhores escritores), vamos fazer algo inédito: dois textos. Cada um deu sua opinião e detalhou o que achava mais importante. Agora cabe a você, leitor, escolher um ou, se a paixão for como a de nossos dois pirados aqui, ler ambos os textos. Boa leitura!
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O NOVO TWINGO – por Matheus Q. Pera
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A Renault mostra a nova cara do Twingo. Depois de quase uma década e meia sem alterações, o carro de entrada da empresa na Europa recebe uma merecida nova geração. Com um design que lembra os novos Renaults, em especial as linhas Mégane e Clio, o compacto ficou mais charmoso e bonito. As novas linhas deixaram o modelo mais esportivo, pronto pra encarar a concorrência de Citroën C1, Toyota Aygo e Volkswagen Fox, só para citar alguns dos seus rivais diretos.

Agora medindo 3,60 metros de comprimento, 1,64 de largura e 1,47 de altura, o Twingo, ao contrário das novas gerações de outros modelos europeus, manteve a altura, crescendo ligeiramente em largura e comprimento. Uma versão GT deve chegar ao mercado, com forte inspiração no conceito que deu origem ao compacto renovado.

Já no interior, uma marca: como no antigo modelo, o velocímetro digital fica na parte central do painel. Atrás do volante, somente o conta-giros. Atrás deste, um porta-objetos sem tampa completa o desenho. O Twingo também tem outra novidade: na antiga geração, ficou por conta do excelente espaço interno, que antes tinha o banco corrediço, agora tem 4 assentos individuais. Além de tudo, o Twingo é uma aula de equipamentos pra muito carro médio nacional: seis air-bags, bancos de couro, ar-condicionado, cruise-control, CD Player, Bluetooth, entrada para iPod, entre outros.

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Os motores devem ter pequenas alterações. Alguns devem ser os mesmos utilizados pelo Clio III. O melhor de tudo é que o novo 1.2, provavelmente o que equipará a versão esportiva, terá turbo e entregará 100cv. Outros motores de menor potência devem continuar na gama do “carrinho” da Renault.

Vale ressaltar também alguns detalhes que a nova geração tem em comum com o antigo modelo e com outros veículos da linha Renault. Por fora, apenas a maçaneta é a mesma do modelo “atual”. Por dentro, o mesmo CD Player da linha Clio vendida no Brasil. Detalhes como botões dos vidros, manopla do câmbo e maçanetas internas das portas vieram do Mégane, assim como o ar-condicionado digital e o cinzeiro móvel.

Particularmente, acredito que o desenho está em perfeita harmonia. Por fora, linhas compactas e belas, que estão em sincronia com a identidade da Renault. Por dentro, ousadia e detalhes que fazem a diferença. A concorrência de lá deve começar a pensar melhor, principalmente a PSA no painel de seus C1 e 107. Enquanto isso o povo agradece à montadora francesa pela demorada mas excelente novidade! Valeu a pena esperar.
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O NOVO TWINGO – por Adriano Vieira
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Que o Twingo é um dos maiores sucessos da Renault na Europa, isso ninguém duvida. Mesmo após 13 anos com seu design e carroceria praticamente inalterados, o pequeno Renault consegue se manter entre os 5 carros mais vendidos na França. Prova do carinho e paixão dos europeus por um dos compactos mais bem-projetados até hoje.
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Agora a Renault presenteia a Europa com a nova geração do carrinho. Com uma criatividde abundante, os designers conseguiram fazer o modelo se integrar aos novos padrões de design da Renault, tanto no exterior como no interior, sem perder as características originais que marcaram sua quase década e meia na atual geração.
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Por fora, notamos detalhes clássicos como a ausência de grade no capô, as maçanetas integradas à carroceria, lanternas traseiras pequenas, vidro traseiro com linhas arredondadas e a sempre única opção de 3 portas. Por dentro, o painel lembra muito o do irmão maior Modus, sem se esquecer dos detalhes característicos como o painel de instrumentos central, o sistema de som inclinado, o banco traseiro com sistema corrediço e os tecidos alegres e descontraídos. Novidade no banco traseiro é o assento também bi-partido, possibilitando a dobra completa de apenas um dos bancos, impossível no modelo atual, que só tinha o encosto dividido.
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O carro ainda traz detalhes inéditos ou muito raros na categoria, como controle de estabilidade, ar-condicionado digital, sistema de som com bluetooth e entrada para iPod, câmbio de 6 marchas, controlador e limitador de velocidade, dentre alguns requintes que já equipavam a versão antiga, como bancos em couro bege (versão Initiale), direção elétrica e apoios de cabeça ativos. Seis airbags complementam a segurança, em conjunto com o ABS de fábrica e o comprimento maior (3,60 x 3,43 metros da antiga geração), o que, de acordo com a Renault, seria essencial para conseguir atingir as 5 estrelas no crash-test da EuroNCAP, num futuro próximo.
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Além das versões comuns, a Renault ainda mostrou o Twingo GT (carro azul), com detalhes estéticos esportivos que devem agradar aos jovens. As motorizações deverão ser as atuais 1.2, com 8 e 16 válvulas, além de um 1.2 turbinado que atringirá 100 cavalos. Como ineditismo para o Twingo, a Renault deverá apresentar futuramente uma versão a diesel, e outra com volante a direita, para a Grã-Bretanha, duas coisas que este best-seller nunca teve na sua longa – e de sucesso – trajetória em seus anos de vida.

Textos: Adriano Vieira/ Matheus Q. Pera

Fotos: divulgação Renault

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4 Respostas to “O pequeno grande Renault”

  1. Anonymous Says:

    que orgia esse painel hein… ahauahauhaah

  2. Luiz Gustavo Says:

    A respeito de traseiras horrorosas a Renault é imbatível! Mata a pau até o Prisma.

  3. Luciano Says:

    Esse é um carro que a Renault devia apostar em fabricar no Brasil.. com certeza venderia muito bem por aqui, mesmo que sem essa quantidade de equipamentos…

    A Renault foi muito feliz no design desse carrinho…

  4. Franco Says:

    Também acho que a Renault do Brasil deveria pensar em montar esse carrinho aqui, seria o carro de entrada, aproveitaria e tiraria o Clio antigo para não roubar as vendas e lançava o Clio III a um preço maior. E o futuro Logan ficaria entre os dois.

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