Archive for the ‘Coluna do Von Duff’ Category

Velocidade mínima

dezembro 9, 2006
Eu sou um dos que defendem o respeito à velocidade máxima permitida, embora ache que elas deveriam ser maiores. Em estradas como a rodovia Castello Branco, Bandeirantes e, principalmente, a Imigrantes, os carros atuais têm condições de andar bem mais do que é permitido.
Mas eu também acho que o que mais atrapalha não são os que excedem, mas sim os “tranca rua”. Ando diariamente pela rodovia Raposo Tavares e Marginal Tietê pela pista expressa. As duas têm limite de 90 km/h, mas o que mais tem, é gente andando a 60, 70. Aí você pede passagem e o lerdo ainda fica bravo. Haja paciência!
Fora os cautelosos em excesso que andam a 80 e quando chegam em uma curva, mete o pé no freio. Ou pior, quando vê um radar, apela para o pedal do meio, mesmo que estejam abaixo da velocidade máxima. É isso que causa acidente.
Então, acho o seguinte: os radares deveriam multar quem está abaixo de 10% da velocidade máxima na faixa da esquerda. Quer andar lá, ande direito. Na faixa do meio pode ser uns 25% e a faixa da direita fica livre. Então na Marginal Tietê, andou a 80 na faixa da esquerda, multa de R$ 500 para ficar esperto.Se sua Kombi ou 147 não passam disso, fiquem em sua faixa à direita e não encham o saco! Vias expressas não são para fazer turismo.

fernando.vonduff@autodiario.com.br

Von Duff é jornalista aposentado, fazendeiro, vendedor de queijos e salames caseiros. Freqüenta as melhores casas atrás do Cristo, em Araraquara, mas torce para o São Carlense

Coluna do Von Duff

outubro 1, 2006

Fui convidado pelo Guilherme para escrever aqui no AutoDiário. Sei lá o que ele pretende e nem sei no que posso acrescentar aqui, mas vou tentar.

Primeiro, deixem me apresentar. Sou Fernando Von Duff, nome original Ferdinand, mas de tanta gozação, abrasileirei e virei xará de um nosso antigo colaborador que agora alça vôo em outra freguesia.
Vim da Holanda ainda pequeno fugindo das investidas do império Austro-Húngaro em meu pais. Aqui no Brasil, comecei a escrever em uma revista sobre poodles. Fiz carreira como advogado e agora atendo no terceiro sub-solo da Galeria Pajé. E já que tenho que falar da carros, vou fazer esse favor ao meu amigo.
Novo Polo – Tive então o prazer de andar no novo Polo que, convenhamos, de novo não tem nada. Colocaram a frente européia, nova tampa traseira e lanternas e um baita evento no interior de São Paulo. Entrei de bicão, me escondi debaixo da mesa e vi um antigo colega de redação da “Cruzeiro” brigar com um grupo de novos repórteres que falavam de futebol. E eu achava que era chato.
Citroën C4 – Um amigo meu da imprensa me emprestou um exemplar desses. Quem é que mexe naqueles botões do volante? Ou dirige ou navega na Internet, controla o forno de microondas e liga a hidromassagem. É muita coisa para pouca utilidade. Eu sou do tempo que era volante, caixa seca e pedais. Esse mundo está perdido!
Na próxima edição, vou fazer uma lista de itens que um carro perfeito deve ter, a exemplo de um colega nosso da imprensa. Mandem sugestões.
fernando.vonduff@autodiario.com.br