Archive for the ‘Mini’ Category

Andando na frente?

abril 24, 2007

Grande japonesa passa a GM em produção e vendas no primeiro trimestre de 2007.
E a tendência é continuar na frente.

Salão de Genebra – Os hatches

março 12, 2007
E quem pensa que apenas alguns lançamentos de luxo e uns poucos conceitos fizeram o Salão de Genebra “esquentar” o inverno europeu engana-se. Muitos hatches foram retocados, ganharam nova geração, ganharam versões esportivas ou motores mais potentes e/ou econômicos. Confira conosco os destaques na categoria dos hatches, dos compactos aos médios.

Peugeot apresenta a versão esportiva do 207

Peugeot – Com a concorrência cada vez maior na categoria, como o Grande Punto Abarth (mostrado aqui há poucos dias) e o Corsa OPC, a Peugeot lança o 207 RC. Com motor 1.6 de 175cv (curiosamente menos potente que o antigo 206 RC, com 180cv num 2.0), injeção direta e câmbio de cinco marchas, o carrinho não faz feio perante os concorrentes. Há ainda suspensão mais firme, saída dupla de escape, rodas de 17”, bancos de competição e aerofólio.

Opel também mostra a vesão esportiva do seu hatch

Opel – Seguindo o conceito do 207 RC, a Opel também aproveitou a mostra suíça pra apresentar seu rocket-pocket. O Corsa OPC (VXR nos países da Bretanha) apresenta-se com um 1.6 turboalimentado de 192cv, perdendo na categoria apenas para o Clio, de 197. Além do motor, detalhes característicos da OPC também foram inclusos, como chassis revisto, suspensão exclusiva, rodas de até 18”, bancos Recaro, entre outros. A marca declara velocidade máxima de 225km/h, e 0-100 em pouco mais de 7 segundos.

Mazda 2 divide componentes com Ford Fiesta

Mazda – Ainda no segmento de hatches, é a vez de a montadora japonesa dar as cartas no quesito “novidade”. Isso por que o lançamento do novo Mazda2 foi o único do Salão na categoria, ante as versões esportivas dos concorrentes. E o 2 foi uma agradável surpresa de público e crítica. Dividindo componentes com o Fiesta, já que a Mazda faz parte do Grupo Ford, o 2 tem um design com linhas limpas e modernas que, nas fotos, deixa-o parecendo menor do que realmente é. Contará com dois motores 1.3 – um com 8 válvulas e 75 cavalos e outro com 16 válvulas e 84 cavalos – além de um motor 1.5 de 104 cavalos, ganhando uma versão 1.4 diesel no futuro. Pra completar, o pacote esportivo Sports Appearance Package(Pacote de Aparência Esporte), que é algo muito típico no Brasil: esportividade, só na aparência.

Fabia remete à irmã Roomster

Škoda – Quem conhece a marca sabe que, nem seria necessário frisar, a montadora se inspirou no belo Roomster para criar o novo Fábia. O hatch ficou com a frente que lembra muito a multivan tcheca, sucesso de público e crítica no velho continente. As linhas limpas e “alegres” dão um ar jovial ao modelo que começa a ser vendido em maio. A gama de motores também vem da irmã maior, sendo quatro a gasolina com injeção direta (1.2 8V 60cv, 1.2 16V 69cv, 1.4 16V 86cv e 1.6 16V 105cv) e três a diesel (1.4 6V TDI 69cv, 1.4 6V TDI 80cv e 1.9 TDI 105cv). Esta versão conta com um porta-malas de 300l, mas quem tem família maior pode optar pela versão três volumes (Sedan) ou pela perua (Combi), que devem ser reestilizados ainda este ano.

i30 divide plataforma com Kia Cee’d

Hyundai – Feito sobre a mesma plataforma do Kia Cee’d, o i30 é um modelo com linhas ousadas e modernas, sem aquele estilo de carro oriental (aliás, perdido há um bom tempo por carros japoneses e sul-coreanos). Muitos fizeram questão de elogiar: “os coreanos estão realmente fazendo carros bonitos”. Elogio ou crítica, não importa. É impossível não dar crédito à Hyundai pela ousadia, algo que o consumidor europeu admira (vide o sucesso de Renault Mégane hatch e Peugeot 307, ambos os carros polêmicos). O modelo segue praticamente todo o desenho do conceito Arnejs, mostrado no ano passado. Seu porta-malas comporta 340l (o mesmo que o Honda Civic sedan brasileiro) e a gama de motores é ampla: três motores a gasolina (1.4 FSI 109cv, 1.6 FSI 122cv e 2.0 FSI 143cv, todos com admissão e distribuição variável) e três a diesel (1.6 90cv, 1.6 115cv e 2.0 140cv), todos com 16 válvulas.

Mini ganha versão esporte após face-lift

Os outros – Longe de desmerecer os modelos desta parte do texto, porém estes têm um menor destaque diante dos modelos já apresentados aqui no AutoDiário. O primero deles é o Mini. Mostrado aqui em Agosto do ano passado, o modelo é lançado oficialmente no mercado europeu. Com leves retoques em faróis, lanternas, pára-choques, capô, grade e quadro de instrumentos, o Mini mantém a receita básica dos anos 60. E além das quatro conhecidas versões One (1.4 95cv), Cooper (1.6 120cv), Cooper S (1.6 Turbo 174cv) e Cooper D (1.6 Diesel 109cv), o modelo terá novamente a versão esportiva denominada “Cooper S John Cooper Works”, com motor 1.6 TFSI de 192 cavalos.

Série 1 ganha em esportividade na versão 3 portas

Além do Mini, o Grupo BMW também concedeu ao modelo de entrada da marca bávara, o Série 1, alguns leves retoques. O modelo chega ao mercado europeu em maio com novos faróis, lanternas, pára-choques, retoques no interior e com uma novidade que ressalta sua esportividade: a tão desejada versão de três portas, que ficou na antiga Série 3 Compact. Como mostramos no dia 17 de Janeiro , boas novidades ficam por conta dos seis air-bags, dos pneus de sistema RunFlat (que podem rodar furados por um certo tempo e distância), entre outros itens. A previsão é que chegue ao Brasil ainda este ano.

Texto: Matheus Q. Pera e Adriano Vieira

MINI: Vem aí a nova geração

agosto 1, 2006
” The devil is in the details”… poucas vezes o ditado foi tão verdadeiro.
Aguardada com expectativa em todo o mundo, está marcada para outubro, em Barcelona (Espanha), a apresentação da segunda geração do MINI, um dos carros mais populares e carismáticos da atualidade.

Cinco anos, mais de 800 mil unidades vendidas, muitos fã-clubes e monumentais encontros internacionais de proprietários depois, é de se perguntar o que fazer para melhorar o endiabrado hatchzinho, sucesso comercial absoluto que agrada a gregos e troianos (europeus e americanos, leia-se) com doses massivas de personalidade, estilo, comportamento dinâmico exemplar e temperamento nervoso. Em uma curiosa estratégia de lançamento, parte da resposta foi dada pelo grupo BMW recentemente em uma pré-apresentação da nova geração do MINI, no circuito holandês de Zandvoort. O AutoDiário, ainda um “outsider” da imprensa automotiva, não esteve presente, mas traz as novidades para você.

Essência do modelo foi mantida; novidades se concentram na parte mecânica.

Pelas fotos dos modelos semi-camuflados (tanto externa quanto internamente) presentes ao evento, nota-se que o esforço para se manter o caráter do carrinho, seu principal argumento de vendas, foi grande. Embora plataforma e estrutura principal tenham sido aproveitadas, a BMW garante: trata-se de um novo carro. Um segundo olhar revela as diferenças, mesmo sob a camuflagem: Novos faróis (não mais integrados ao capô, facilitando a montagem e reduzindo custos), nova grade frontal e para-choques dianteiro e traseiro, novas lanternas traseiras e arcos de roda mais pronunciados. No total, o novo MINI é 7 cm mais longo que o atual, a maioria deles na parte dianteira, para atender novas normas de segurança européias e acomodar os novos motores. Também houve um pequeno acréscimo no espaço no porta-malas. As dimensões da cabine foram mantidas.

Onde estão os faróis? agora, montados na carroceria, embora o capô continue a ter o mesmo formato.

As diferenças principais estão por baixo da carroceria, em especial sob o capô: Saem os motores de 1,6 litro de origem Chrysler, fabricados pela joint-venture Tritec no Paraná, e entram em cena novos motores, também 1.6, com bloco em alumínio, duplo comando de válvulas variável (o conhecido sistema Valvetronic da marca bávara) e quatro válvulas por cilindro. Contam com o que há de mais moderno em tecnologia de motores a gasolina, como a injeção direta, e foram desenvolvidos em conjunto com o grupo PSA (Peugeot-Citroën). Em versão aspirada, a equipar a versão Cooper, desenvolve 120 cv e torque máximo de 16,3 kgf.m a 4.250 rpm. Ao contrário do compressor volumétrico da versão atual, o novo Mini Cooper S receberá uma versão turbocomprimida deste motor, capaz de 175 cv de portência e respeitáveis 24,4 kgf.m de torque, disponíveis a apenas 1.600 rpm. Os novos motores são entre 10 e 15 kg mais leves do que os anteriores e a economia de combustível deve melhorar, em relação a estes, cerca de 30%. Opcionalmente, o Cooper S poderá receber diferencial de deslizamento limitado. O câmbio terá 6 marchas, tanto na versão manual quanto na automática com opção de operação em modo esportivo. A atual opção de câmbio CVT será descontinuada.

No interior, camuflado, design também inspirado e substancial melhora no acabamento.

No interior do novo MINI, o DNA da BMW está mais presente do que nunca: O esmero nos detalhes e a impressionante precisão de montagem e qualidade dos materiais são visivelmente superiores em relação ao modelo atual, que foi parcialmente desenvolvido pelo grupo Rover, na Inglaterra. O novo painel, também camulfado nos modelos da pré-apresentação, foi desenhado ainda dentro da temática dos círculos como o atual, com um grande instrumento central incluindo velocímetro e luzes-espia, que agregará tambem o visor da navegação por satélite (equipamento já corriqueiro no velho continente), e com o conta-giros sobre o volante, agora mais integrado ao design do painel. Nas clínicas realizadas com atuais proprietários, o design do carro foi um dos itens mais elogiados, tanto interna quanto externamente, o que levou a BMW a ser bastante cuidadosa ao fazer o “upgrade” do modelo, razão pela qual a grande mudança no interior do carro será mesmo nos detalhes, na qualidade dos materiais e precisão de montagem.

Show de design até na chave…

Além dos ariscos Cooper e Cooper S, os primeiros a chegar ao mercado, a linha terá ainda a versão One, com motores a gasolina e a diesel mais comportados e altamente econômicos, segundo a fábrica. Nada por enquanto foi dito sobre a nova versão e que alterações sofrerá o belíssimo MINI Cabrio. Aqueles que desejarem mais espaço, no entanto, devem ter, a médio prazo, a opção da perua MINI Traveller, aguardada com bastante curiosidade e cujos protótipos já foram fotografados.

Definitivamente, em time que está ganhando, se mexe, sim. Mas com cuidado, para não desagradar a torcida, nesse caso, das mais apaixonadas. Resta a esperança de que a BMW finalmente traga o pequeno MINI oficialmente para o Brasil, como já faz nos vizinhos Argentina e Chile. Assim como o carro, os charmosos e modernos pontos de venda da marca MINI são um espetáculo à parte, assim como o extenso catálogo de acessórios da griffe MINI, tanto para o carro como para proprietários ou, simplesmente, para os fãs do pequeno notável. Aguardemos…