Archive for janeiro \30\UTC 2007

Ford Fiesta 2008 – Lançamento Oficial

janeiro 30, 2007
Novo design frontal, seguindo os novos conceitos da Ford

A Ford divulgou hoje as primeiras fotos oficiais do Novo Fiesta. Todas as mudanças já havíamos extensivamente detalhado dia 18. Clique aqui para ler o texto.

Na traseira, as mudanças estão nas lanternas e novo pára-choque

Com o Kit Class na versão básica, os bancos têm seção clara, o que amplia a sensação de espaço

Há opção de bancos em couro, com uma seção de veludo de muito bom gosto

Na versão Class, os mostradores são claros

Na versão first, os mostradores são escuros, e o design “retrô”nos faz lembrar os antigos Opalas

O design do painel ficou muito mais agradável e elaborado que o interior, mesmo que use o volante da versão anterior

No Sedan, rodas e desenho frontal igual ao do Hatch
Fotogaleria / Wallpapers (1024×768 px):




Fotos: Reginaldo Manente / Divulgação
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Ranking da Exclusividade

janeiro 30, 2007

O AutoDiário decidiu montar um novo ranking para classificar os automóveis que se destacam pela exclusividade nos segmentos que atuam.

Dentre os veiculos de entrada o Ford Ka lidera com uma larga margem perante o segundo colocado, Fiat Uno.

1º Ford Ka – 19.840

2º Fiat Uno – 112.158

Dentre os veículos compactos, a liderença fica com o VW Polo, seguido pelo Renault Clio. Lembrando que o Polo é o irmão do lanterna Fox, com 107.631 unidades vendidas.

1º VW Polo – 13.706

2º Renault Clio – 19.812


Dentre os sedans pequenos, o vencedor é o VW Polo Sedan, seguido de perto pelo segundo colocado. Curisosamente, houve o mesmo entre os compactos.

1º VW Polo Sedan – 15.218

2º Renault Clio Sedan – 16.208

Já entre os sedans médios, a briga é acirrada. O Nissan Sentra acumulou 758 unidades vendidas, ganhando do Fiat Marea.

1º Nissan Sentra – 758

2º Fiat Marea – 1.193

3º VW Santana – 1.825

4º VW Bora – 2.643

Entre os sedans grandes, não há informação do Fenabrave, já que não incluem todos os modelos.

Já entre a stations pequenas, nicho crescente, a briga fica entre os franceses e alemães. A Space Fox não teve um ano completo para figurar no ranking. Pelo ritmo atual, roubará o segundo lugar da irmã.

1º Peugeot 206 – 13.546

2º VW Parati – 18.668

Entre as únicas stations médias que dividem o Mercado (a Grand Tour é recente demais), a liderança da perua mineira é mais que absoluta.

1º Fiat Marea Weekend – 143

2º Toyota Fielder – 8.881

Entre as minivans, houve dobradinha da marca de três pontas.

1º M. Benz Classe A – 36

2º M Benz Classe B – 161

Entre os médios a disputa é acirrada. Lembrando que o mexicano Beetle, se continuar no ritmo atual, perderá o segundo lugar para o PT Cruiser, da Crysler.

1º BMW 120 – 377

2º VW New Beetle – 775 unidades

Entra as pick-ups pequenas, a longeva Courier garantiu o primeiro lugar, seguida pela Montana .

1º Ford Courier – 8.674 unidades

2º Chevrolet Montana – 14.757

Pick-ups medias. A liderença é da Nissan, seguida pela Ford

1º Nissan Frontier – 3.841

2º Ford Ranger – 9.858

Entre os SUVs , a liderença do Jeep mais luxuoso é absoluta, seguida pelo espartano CrossLander, produzido em Manaus.

1º Jeep Commander – 3

2º Cross Lander/ CrossLander – 6

3º Ssangyong Musso – 16

4o Volvo XC/70 – 29

5º Sangyong Rexton – 31

6º Ford Explorer – 34

Entre os furgões, os dois coreanos dividem a liderança, principalmente pelo preço elevado diante dos modelos feitos aqui. A Hyundai deve mudar isto este ano.

1º Kia Besta – 27

2º Hyundai H100 – 102

Texto: Guilherme Lopes

Tucker – O final real, não o "alternativo"

janeiro 28, 2007

Há cerca de duas semanas, uma vinheta chamou minha atenção: era uma chamada para o filme Tucker, uma obra cinematográfica de Francis Coppola. E que ainda não tinha assistido.

E é claro que não perdi. O filme é realmente fantástico, desses que nenhum fã de automóveis pode perder. Conta a história de um grande sonhador: Preston Tucker. Vendedor de automóveis e peças sonhava em fabricar o seu próprio carro. Fez os desenhos e partiu para a realização. O seu grande desejo era inovar, principalmente em relação à segurança.

O primeiro protótipo, feito as pressas, não era bem o que estava vendendo. Ainda assim, revolucionário. Com o sucesso, logo desenvolveram o modelo prometido, o que incluía pára-brisas ejetáveis, motor de 150cv capaz de atingir 80km/h a apenas 500rpm, dentre outras novidades, sendo a maioria delas voltadas à segurança. Como não poderia deixar de ser, logo veio o sucesso com o público.

Como não poderia deixar de ser, provocou uma reação das gigantes à época.

Logo começou o boicote, e as acusações contra Tucker e sua recente empresa foram parar no Tribunal. A conspiração foi forte. Chegou a ser comparado com Al Capone à época. E foi julgado inocente. Mas, tarde demais. O estrago já havia sido feito e a empresa nunca mais voltaria a se reerguer. Apenas 50 unidades (além do protótipo) chegaram às ruas.

Ao final do julgamento, no encerramento do filme (sim, já contamos o final), mostra Tucker com um desenho. Quando o questionam, ele diz que planeja vender geladeiras populares.

Não foi bem isso que aconteceu, na realidade. O sonho de Tucker de construir automóveis não morreu neste instante.

Tucker continou seu sonho aqui no Brasil. Na década de 50 a indústria brasileira estava apenas nascendo, e Tucker logo veio para cá, e iniciou o projeto de uma família de automóveis locais. Por cerca de cinco anos, Preston discutiu seriamente a possibilidade de produzir carros no Brasil. Instalou um escritório em Copacabana, no Rio de Janeiro, e manteve contato permanente com possíveis sócios, como o ex-governador paulista Adhemar de Barros, um dos políticos mais influentes daquele período no país. O primeiro automóvel, e único que chegou a ser planejado era o Carioca. Ainda baseado no Tucker original, mas muito mais leve e com motores de 4 cilindros (e não o gigantesco motor de helicóptero do 48), mais adequados a nossa realidade, sendo econômico, com desenho esportivo e com inovações já testadas no Torpedo.

Publicações da época mostram como seria o Carioca

O mais provável é que ela tenha conhecido nosso país e as oportunidades pouco depois que um funcionário graduado do governo de Getúlio Vargas, o almirante Lúcio Martins Meira, viajou aos Estados Unidos e Europa em busca de interessados em fabricar veículos no Brasil. Apesar de gigantes, como a Ford e a General Motors, terem se instalado por aqui desde os anos 20, elas e as outras subsidiárias de montadoras da época viviam da importação de produtos, o que causava um rombo de milhões de dólares nas contas externas do país a cada ano e que não parava de crescer. Por esta razão Vargas – e depois Juscelino Kubitschek – decidiram se mexer para atrair e nacionalizar a produção de automóveis.

Tucker Torpedo pelas ruas do Rio de Janeiro

Para fazer essa campanha em prol do Tucker brasileiro, um Tucker original foi importado. Era preto, e foi fotografado muitas vezes pelas ruas do Rio de Janeiro. Não se sabe se era de Preston Tucker ou de algum parceiro do projeto – só se sabe que era a grande propaganda para tentar apoio.

Mas Tucker não resistiu. Ainda em 1956, logo no início do projeto, faleceu no Rio de Janeiro, em decorrência de um câncer no pulmão.


Renderings do modelo, feitos por Darcy Vieira

E o projeto não avançou. A família que incluiria um jipe, sedan, esportivo, acabou por ficar nos esboços. Segundo os familiares de Tucker, eles têm muitos detalhes sobre esse Carioca e sua linha, porém ainda a serem revelados em futuras convenções dentre os amantes da marca.

Aquele Tucker usado para as propagandas foi parar numa revenda de São Paulo, pouco tempo depois. Agop Toulekian o comprou, e passou quase duas décadas com o veículo. Impressionante é o fato do carro nunca ter apresentado problemas mecânicos, segundo o filho do antigo proprietário. O grande problema era a parte elétrica. Segundo ele uma vez o painel chegou a pegar fogo.

Foi vendido para Orlando Bombarda e logo depois para Eduardo Matarazzo, que o cedeu para Robert Lee, que montou o primeiro museu do automóvel do Brasil, em Caçapava (SP). Encontra-se hoje em estado deplorável. O motor original (traseiro), foi substituído por um dianteiro e hoje se encontra sem este. Para aplicar o motor dianteiro, o farol foi retirado e “substituído” por uma ventoinha. Há ferrugens por todos os cantos do automóvel. As fotos são de 2004.

O motor original encontra-se no Museu de Eduardo Mattarazzo.

A coleção, além desse raríssimo automóvel conta com outras preciosidades, como Maseratis de competição da década de 30 e outros. Após a morte do fundador do museu o projeto não teve continuidade pela família. Hoje tudo está sendo discutido na justiça, enquanto os veículos deterioram e têm suas peças roubadas.

Um Tucker hoje está avaliado entre 300 e 500 mil dóllares. O exemplar brasileiro é um dos três originais que não têm condições de rodar. Um foi completamente destruído, outro está com um colecionador que adoeceu antes de terminar a restauração e o terceiro é o nosso. Só existem dois fora dos EUA, este de Caçapava (SP) e o que está no Museu da Toyota, no Japão.

O que seria da nossa industria se os Tucker viessem a entrar em produção aqui, ainda não se sabe. Mas temos a certeza que sua memória têm de ser preservada por aqui. Seu sonho de fazer carros modernos, seguros e acessíveis têm de servir de exemplo a nossos fabricantes.

Foto de 2004 mostra o estado lástimavel do modelo

O modelo encontra-se sem o motor, que felizmente está em boas mãos

Texto: Guilherme Lopes

Fonte: Tuckerclub.org, Revista Quatro Rodas

Nova tendência alemã

janeiro 26, 2007

Não é de hoje que os alemães ditam quais serão os futuros lançamentos que serão o foco de muitas montadoras. Geniais e polêmicos, muitas vezes, mas sempre muito cobiçados. Recentemente a BMW ditou a moda dos SUVs Super Luxo, que seriam as principais novidades das montadoras daquele país, sendo seguida peloVolkswagen Touareg, Porsche Cayenne e Audi Q7. E a inglesa Land Rover, com o tradicionalíssimo SUV luxuoso Range Rover, o primeiro carro deste segmento, teve de revolucionar sua linha. Logo depois, a BMW trouxe o X3, ainda sofisticado e luxuoso, mas compacto. Agora estão para chegar ao mundo modelos como VW Tiguan, Audi Q5, Porsche “Cayenne Baby” e Mercedes-Benz “GL Mini”.
Mas, não é só a BMW que lança tendências. Sua rival Mercedes-Benz lançou o CLS, um misto sedan com linhas e características de cupê, e agora as outras montadoras começaram a se mexer. Muitos afirmam que o fato do CLS ter quatro portas, contradizendo o conceito de cupê. Afinal, Coupé (do francês Couper, cortar) são os modelos que oferecem um aspecto esportivo, tornando-se 2+2 pelo espaço exíguo nos bancos de trás, tradicionalmente com apenas duas portas. Pela SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos) é possivel diferenciar um cupê de um sedan pelo volume do interior: a regra SAE J1100 define coupé como automóvel de teto fixo com volume interior traseiro menor que 934L. O número de portas não importa.

O primeiro modelo a quebrar este conceito foi o Rover P5. Na década de 60 o modelo possuía duas versões, uma Sedan, que é o carro de uso pessoal da rainha da Inglaterra, diga-se de passagem, e uma versão Coupe com 4p, que se diferenciava pelo teto mais baixo e interior numa disposição um pouco diferente. Assim como é o CLS hoje, que foi desenvolvido a partir da plataforma do Série E, com amplas modificações. Mesmo que as linhas exteriores tenham o desenho típico de coupe, o conforto para os quatro ocupantes no interior é típico de sedan. Assim, hoje, quando se fala de cupê de quatro portas, o único modelo com tal reconhecimento e em produção no mundo é o CLS, mesmo que seja uma denominação comercial, já que é espaçoso demais no banco traseiro. Porém, deixará de ser, em breve. O Grupo VW está de olho neste mercado, assim como a maior rival da marca da estrela de três pontas.

Os futuros rivais

A BMW é uma das maiores interessadas em ter um produto nesta categoria. Para 2009, a marca bávara deverá lançar um seguindo a mesma receita, batizado pela imprensa especializada européia de X6(seguindo o estilo da Série 6, mas sendo um modelo fora da linha de sedans). A motorização a ser implantada seria a mesma do cupê 6.

Já a Volkswagen quer começar devagar, como fez com o Touareg: preparando, primeiro, um Passat cupê de 4 portas. Mas, pensa também em fazê-lo mais requintado, ao estilo Phaeton. O estilo, porém, deve seguir a nova identidade da marca: ou baseada nas grades em V, ou na grade do Scirocco (IROC Concept).

Outra marca do grupo, mas de origem francesa, parece ter interesse neste mercado. Dona do carro mais veloz do mundo atualmente, a Bugatti teria pretensão de fazer uma versão sedan do superesportivo Veyron. Porém, não há muito o que se falar, pois segundo notícias divulgadas esta semana a Porsche, maior acionista do Grupo VW, deu indícios de que a Volkswagen teria que vender a Lamborghini, dar uma controlada na Audi e deixar a Bugatti produzindo apenas carrocerias.

Falando em Audi, esta tem planos mais ambiciosos. Ao que tudo indica, a Audi deverá lançar um grande número de veículos (para os padrões históricos da montadora) nos próximos anos. A marca das quatro argolas está em busca dos cupês, também. Depois do bem sucedido lançamento do Q7 e do provável lançamento do Q5, utilitário de dimensões menores que este último, a montadora concentrará esforços para lançar mais duas novidades. O A5 deverá dividir plataforma com o possível Passat Coupé e terá inspiração no Q5. O A7 seguirá o design do Q7, porém será um cupê no mesmo estilo do futuro modelo da irmã Volkswagen.


Pra finalizar, o mais avançado e polêmico projeto: o do Porsche Panamera. Fãs tradicionalistas já odiaram a idéia do Porsche Cayenne, por se tratar de “um modelo fora da proposta e da tradição de um legítimo Porsche”. Imagine, agora, o que dirão de um carro nos moldes de um cupê, mas com quatro portas. O fato é que este sedan com ares de cupê é o principal candidato a bater o CLS, já que não há nenhum indício, como fotos espia, que possam indicar que a BMW esteja desenvolvendo um modelo para a categoria. O veículo da montadora mais “radical” do país (devido ao fato da Porsche ser a única a não assinar um acordo para limitar a velocidade máxima de seus carros) deverá vir ao mundo apenas em 2009, embora pareça estar em estágio avançado de testes.

O Porsche tamanho família


Com aptidão para “ser o carro que equilibre esportividade, mas que leve toda a família”, o Panamera abrirá os horizontes da Porsche. Será fabricado em Leipzig, na Alemanha, gerando 600 novos empregos. A idéia é começar com uma tiragem de 20 mil carros/ano e aumentar para 100 mil dentro de dois ou três anos. Deverá ser apresentado no Salão de Genebra de 2009 e terá capacidade para 450l no porta-malas, algo atípico na montadora.

Mecanicamente falando, o Panamera terá bons motores à sua disposição. Ele poderá ter motores vindos do 911 e do Cayenne, mas seu principal “compartilhador de peças” está por vir. O Bentley GT Coupé, que dividirá 60% dos componentes com o Panamera (motores, transmissão, suspensão e a plataforma deste encurtada) disputará mercado com modelos top’s de suas marcas, como a Ferrari 599 GTB Fiorano. A motorização está praticamente definida no sedan da Porsche, tendo quatro opções diferentes. O menos potente será um 6 cilindros 3.5 de 300cv, com tração total, que já equipa o Cayenne. Depois, haverá duas opções de 8 cilindros: uma com 350cv, outra com 500cv. Já a versão top terá um V10 de 700cv, que será compartilhado com o Coupé GT.

O melhor de tudo é saber que ainda haverá ainda mais adversários, gerando mais oferta para os endinheirados (e para nossos olhos): a Aston Martin corre por fora, desenvolvendo um modelo cupê vindo do conceito Rapide. É esperar pra ver, pois os ingleses não gostam de ficar de fora de uma boa briga.

Texto: Matheus Q. Pera

Mais Novo Palio

janeiro 24, 2007

O Novo Palio está cada vez mais perto. As camuflagens já são praticamente nulas, conforme mostram essas fotos. As mudanças nós já havíamos denunciado nas postagens anteriores.

Reparem no formato das lanternas, que lembram muito as do Peugeot 307. Ao que tudo indica, o resultado visual será excelente. A versão flagrada é a 1.8R 3p.

Este 1.8r já é vendido nesta configuração na Argentina e no México. Não sabemos se desta vez a Fiat adotará esta carroceria de 3p no Brasil, que condiz com seu visual esportivo. Outra boa novidade são as rodas de 15 polegadas. Sim, acreditamos nós que elas serão necessárias, já que o novo motor 1.8 da Fiat será bem mais potente que o atual, cuja origem remonta à antiga união com a GM. Estima-se que a versão 8v, a ser adotada no Palio, terá potência entre 120 e 130cv.

Apostamos que o modelo chegue até março, e o restante nos meses seguintes, até o fim do ano.

Texto: Guilherme Lopes
Fotos: Marlos Ney Vidal

Sistema de Comentários
Estamos trabalhando para recolocá-lo no ar.


Seção Nostalgia – Equipe Esteves e Carlos Cunha

janeiro 23, 2007

Peugeot 207 no Brasil

janeiro 19, 2007

Mais uma vez o Peugeot 207 é flagrado no Rio de Janeiro. E sem disfarces.

As intenções da marca francesa, todo nós já sabemos. Sabe-se que o 206 continuará em linha, e conviverá com o 207, que ocupará o nicho dos compactos Premium, concorrendo diretamente com C3, Polo e Punto. A faixa de preço irá se situar entre o 206 e 307, ou seja, custará entre 38 a 55mil reais.

Deve chegar ao mercado até o início do próximo ano, utilizando uma base mecânica similar a de seu antecessor, diferente da européia. O modelo terá como opcional o câmbio tiptronic, já apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo.

Só os detalhes ainda não são conhecidos. Algumas publicações especularam que deverá usar a plataforma do 206, mas os modelos flagrados não indicam essa possibilidade.

Texto: Guilherme Lopes

Agradecimento: Fábio Almeida


Novo Fiesta 2008

janeiro 19, 2007

O “Novo” Ford Fiesta chega no fim deste mês. As principais mudanças são o novo design frontal e novo painel, tanque com maior capacidade e novos pacotes de opcionais, com preços convidativos.

As mudanças seguem o já esperado: com a chegada de um novo pequeno popular na montadora, o Fiesta têm de oferecer alguns diferenciais, tornando-se ainda mais atraente.

A montadora praticou pequeno reajuste de preço no modelo; agora a versão de entrada, hatch com motor 1.0, será oferecida por R$ 29.990, alta de R$ 670. Com o mesmo propulsor e carroceria sedã, o aumento foi menor, de R$ 490, ficando o veículo com valor final de R$ 31.880.

A linha 1.6 estará disponível a partir de R$ 34.090, para o hatch, e R$ 36.020, para o sedã – reajustes de respectivamente R$ 10 e R$ 130. As opções de acabamento “First” e “Trend” permanecem, mas agora com status de kit, sendo que o primeiro será oferecido por R$ 610 e o segundo, por R$ 1.450. Mas itens como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas farão parte do novo kit “Class”.Esse novo kit estará disponível por R$ 5.320 com acabamento “First” e R$ 5.620, na versão “Trend”.

No interior, a principal diferença fica por conta do painel de instrumentos, que recebeu dois tons de cinza e teve o marcador de combustível digital substituído por um analógico. No painel central, a Ford promoveu alteração no desenho das saídas de ar e incorporou acabamento cinza acetinado, mas apenas para a versão “Trend”.

O design é similar ao adotado pela versão européia, que continua a ser um pouco mais sofisticada. Os painéis das portas permanecem iguais, assim como o volante e o sistema de som. Agradável é a opção de couro cuja seção central é em veludo, como nos modelos vendidos na Europa.

As mudanças externas foram vistas pelo público no Salão do Automóvel, em outubro, com o Fiesta Trail concept, que recebeu um kit “off-road” para disfarçar a reestilização. Os faróis ganharam dupla-parábola, que permite acendimento simultâneo do farol alto e do baixo. Houve também mudança na posição do pisca, e o desenho do componente passa invadir o capô.

O capô, por sua vez, ganhou mais robustez com vínculos integrados aos pára-lamas. A grade dianteira em formato de colméia incorpora o símbolo oval da Ford, que aumentou de tamanho. Além disso, o pára-choque ficou mais proeminente e tem entrada de ar maior. As mudanças traseiras foram mais suaves, destacando a lanterna com cobertura transparente e o novo desenho do pára-choque.

Na lateral, nada mudou, mas a Ford desenvolveu rodas e calotas com desenhos renovados. Há ainda um pacote acústico, com função de promover redução de 5% no nível de ruído, segundo o fabricante. As versões de motorização são as mesmas disponíveis até agora, 1.0 e 1.6, ambas com tecnologia bicombustível. A novidade neste quesito fica por conta do aumento do tanque de combustível, cuja capacidade passa a 54 litros, 9 l a mais do que a do Fiesta comercializado até agora.

Fotos: Divulgação

Direto da Alemanha

janeiro 17, 2007
Novidades da marca bávara, que antes já foram flagradas e mostradas aqui no AutoDiário, agora estão confirmadíssimas, com fotos oficiais e informações sobre mudanças também nos equipamentos. Em definitivo, a Série 1 “perde” 2 portas ficando, assim, mais esportiva. Estas ficaram maiores, deixando o vidro traseiro com um corte mais curto e com menor área. Agora, o modelo terá motores com injeção direta. Esteticamente, algumas mudanças ficaram para toda a gama, como os novos pára-choques e retoques nos faróis e nas lanternas. Todos contam com seis air-bags, luzes de freio variáveis (dependendo da pressão feita sobre o pedal do freio) e pneus RunFlat, que podem rodar furados por alguns quilômetros, em velocidade limitada. Na versão de 3 portas há, ainda, um opcional interessante: dois bancos traseiros individuas, indisponíveis para a versão de 5 portas. Os motores à gasolina são quatro: 116i(116cv), 118i(143cv), 120i(170cv) e 130i(265cv). Para o mercado brasileiro, devem se manter as versões 120i e 130i. A 116i, disponível no mercado europeu, pagaria um imposto menor e tornaria o carro mais barato, mas isso não deve passar pelos planos da BMW, que preza pela esportividade que esta versão não oferece, deixando a Audi como a única a atuar neste nicho no Brasil.


As versões Avantgard e AMG contarão com a estrela na grade

Enquanto isso, na montadora da estrela de três pontas, o novo Classe C já está pronto. Mesmo que rode com poucos disfarçes, um catálago foi fotografado. Este é o grande motivo dos belíssimos descontos oferecidos à linha no mercado nacional. O modelo será produzido na fábrica de Bremen, sendo apresentado no Salão de Genebra, em Março, apenas na versão sedan. A versão perua, claramente inspirada no Classe R, deverá chegar no segundo semestre deste ano. Tendo opção de tração integral ou traseira, ainda virão dois outros tipos de carroceria: conversível e cupê (SportsCoupé, que deverá entrar em produção em Juiz de Fora(MG) visando, também, o mercado nacional). A força que movimentará estas máquinas será composta por motores com quatro e seis cilindros totalmente novos. Antes que perguntem, a versão AMG já está nos planos e já começou a ser desenvolvida, com design já definitivo, como nos mostra o catálogo.





Texto: Matheus Q. Pera
Fotos: Divulgação e germancarforum.com

1º Fórum de segurança automotiva AutoDiário

janeiro 15, 2007
A partir de hoje o AutoDiário inicia uma seqüência de reportagens com um único enfoque: segurança. Nosso trânsito é, hoje, um dos mais letais do mundo, segundo a OMS, e temos a consciência que o tema têm de ser amplamente discutido por nossos leitores.

São mais de 30 mil mortos no nosso trânsito, sem contar os feridos. Medidas urgentes têm de ser tomadas em relação à nossa legislação, rodovias e veículos.

O primeiro assunto a ser abordado é o sistema de freios ABS, equipamento de segurança ativa (leia-se: previne acidentes) para os ocupantes dos automóveis e pedestres. Seja bem vindo à discussão.

ABS: um assunto travado no Brasil

Que tal um equipamento que reduza em 27% o número de mortes por atropelamento e ainda diminua em 24% o número de mortes em acidentes envolvendo vários veículos?

Este equipamento existe, e está a venda, ao menos como opcional, na maioria dos modelos nacionais – exceto no Celta, Prisma, Uno, Gol e Ka. O ABS (Sistema Anti-Bloqueio, sigla em inglês) evita que as rodas travem em uma freada, diminuindo o espaço necessário para parar um automóvel.

A grande vantagem não está somente na redução do espaço de frenagem, mas também pela possibilidade de desviar dos obstáculos numa situação de emergência. Nos carros sem o equipamento, sempre que as rodas travam, o carro perde imediatamente o controle, já que independentemente da mudança que efetuar na direção, o automóvel manterá uma trajetória retilínea.

É importante lembrar que há algumas poucas situações que o ABS não atinge tudo o que propõe. Em terrenos cobertos por pedregulhos, por exemplo, o equipamento pode ter efeito inverso, ou seja: aumentar o espaço de frenagem, já que o travamento possibilitaria com que as rodas encravassem no solo nesse piso, ainda que não pudesse se desviar dos obstáculos nessa ocasião, também.

Um usuário experiente pode simular o efeito e a performance de um freio com ABS, com técnicas como o Treshold Breaking. E como 85% dos nossos brasileiros que compraram automóveis no último ano não dispõem do equipamento, ensinaremos a técnica: o motorista de carro sem ABS deve acionar o pedal com força quando detecta um obstáculo e manter a trajetória de desvio normalmente. Quando o obstáculo estiver próximo, o condutor deve aliviar a pressão no pedal para poder mover o volante. Em outras palavras, vc pisa, mas quando você sentir que as rodas travaram, alivia-se o pé do pedal do freio, para que o pneu mantenha a desaceleração, já que travado ele só escorrega e não pára tão rapidamente. Existem cursos de segurança, a preços relativamente acessíveis (R$ 800,00) que aperfeiçoam o uso desta técnica.

No uso cotidiano o equipamento não entra em ação, exceto em situações de risco.

Presente em cerca de 15% dos modelos nacionais atualmente, o ABS é item obrigatório em todos os carros vendidos na maioria dos mercados europeus e alguns estados americanos, só pra citar algumas de nossas referências em segurança. Há anos.

Há anos também tramita pela Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei 1029-1995 que prevê a obrigatoriedade, dentre outros itens, do ABS em todos os veículos vendidos no Brasil. Apresentada em 1995, a proposta tramitou por diversas comissões, foi arquivada em 1997 e desarquivada em 2003. Mas segue sem previsão de ir ao plenário.

Do lado dos fabricantes, as justificativas mais comuns para a não adoção do equipamento são a de que não existe produção do equipamento no Brasil, o que deixa o componente caro, e de que este não é um ítem procurado pelo consumidor nacional.

O preço de custo do equipamento, na linha de montagem, com a produção no Brasil será de cerca de R$ 700,00. Hoje, importado, custa para o consumidor final, consideravelmente mais do que isso, e costuma ser vendido por cerca de R$ 3.000,00. Para resolver o problema do preço foi formado um consórcio reunindo Fiat, Ford, GM, Renault e Volkswagen. As empresas lançaram concorrência para a fabricação do equipamento no Brasil e a vencedora foi a Bosch, que deve iniciar a produção em 2008.

Desde já deixamos a sugestão de descontar parte ou todo o valor de custo do equipamento em impostos. Reduziria pouco na arrecadação e teria um grande efeito na redução de acidentes.

Já o aspecto cultural é mais difícil de mensurar e de mudar. Uma pesquisa da Bosch (inventora do equipamento, e maior fornecedora de freios do país) mostrou que o brasileiro privilegia estética, conforto e potência na hora de adquirir seus modelos. No caso da segurança, eles preferem itens ativos, aqueles que amortizam os resultados do acidente já consumado, como airbag e cinto de segurança.

Por exemplo você, leitor. Na compra de um carro 0km, exige a presença do ABS? Qual a sua prioridade? Deixe sua opinião.

Texto: Fábio Almeida e Guilherme Lopes

Fonte: Wikipedia – ABS; Treshold Braking
Projeto de Lei 1029/1995
Estatísticas do National Highway Traffic Safety Administration (EUA)
Diagrama de funcionamento